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  SUPERVISÓRIO DE INTENÇÃO DE TRÁFEGO POR CSP ATRAVÉS DA SINALIZAÇÃO POR CANAL COMUM
01/02/2012

ROBERSON LUIS LANGONE MENGATTO
Engenheiro em Eletrônica, Técnico em Telecomunicações  / RS - CAXIAS DO SUL
O presente artigo objetiva o desenvolvimento de um sistema de supervisão de intenção e monitoração de completamento de chamadas por CSP’s, com uma defasagem de aproximadamente de cinco minutos do tempo real.

Campo(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Eletricista
Eletricidade Aplicada e Equipamentos Eletro-eletrônicos
Redes
Eletrônica e Comunicação
Sistemas, Instalações e Equipamentos
Telefônicos


1. Introdução

O  presente artigo foi baseado na utilização da plataforma do sistema ACCESS#7, disponível em toda a planta de telefonia da operadora OI. A principal perspectiva deste projeto é a utilização da função DSTD (Direct Store to Disk) geradora de arquivos de tráfego de chamadas de sinalização de canal comum. Esta função permite a programação da seleção de tráfego dos CSP’s, em intervalos de tempo de 10 minutos, inicializadas e sincronizadas com uma hora-minuto “cheia” (por exemplo, 15h20min, 15h30min, esc.), garantindo que os dados coletados correspondam sempre ao mesmo intervalo de tempo. Os resultados de cada intervalo de tempo são automaticamente registrados em arquivos através da função DSTD, sendo exatamente esta capacidade de exportar os resultados on-line que viabiliza o uso da plataforma acceSS7 para a supervisão de intenção de tráfego e monitoração do completamento de chamadas através da sinalização de canal comum.

Estes arquivos depois de gerados, são compilados pelo programa de supervisão de intenção e monitoração de CSP’s, permitindo a visualização gráfica da intenção de tráfego e a taxa de completamento de chamadas, emitindo alarmes e planos de ação quando necessário.

Inicialmente, verificou-se se toda a rede de telefonia da operadora OI, estava sendo monitorado pela plataforma de sinalização Access#7. Esta rede de telefonia compreende centrais Gateways, plataformas de serviço, interconexões com outras operadoras com os respectivos PTS da rede.

Após confirmado que toda a rede de telefonia está sendo monitorado pelo AcceSS7, inclusive as centrais de nível 3 que hierarquicamente ficam abaixo das centrais N2, iniciou-se o trabalho de pesquisa  de completamento de chamadas para a identificação da intenção de tráfego e monitoramento dos CSP’s através das mensagens do protocolo ISUP.

A monitoração do completamento de chamadas através da sinalização canal comum está baseada nos conceitos de Taxa de Ocupações Completadas, definidos pelas recomendações do ITU-T, onde são computadas somente aquelas tentativas que resultam na ocupação de um circuito.

Esta ocupação é definida como uma tentativa de chamada que foi direcionada a uma rota de saida da central trânsito (níveis 2 e 1) e que resultou na ocupação de um juntor desta rota. Inclui-se nesta ocupação a necessidade de que além de ter ocupado um juntor de saída, a central trânsito tenha iniciado os procedimentos de sinalização com a central à frente para o estabelecimento da chamada, sendo este o critério adotado.

1.1.      Avaliação da taxa de completamento de chamadas

A avaliação da taxa de completamento de chamadas é feita através da quantidade de mensagens de “Endereço Completo” (ACM – Address Complete Message), “Atendimento” (ANM – Answering Message) e “Desconexões de Chamadas” (REL – Releases), transmitidas pela central em um determinado intervalo de tempo.

As mensagens de “Endereço Completo” (ACM) equivalem às chamadas onde o terminal de destino foi acionado e está sendo chamado (ringing). Nestes casos, a chamada poderá vir a ser atendida pelo usuário quando então enviada à mensagem de “Atendimento” (ANM).

Para entendermos a partir da sinalização, que uma chamada foi completada, basta observar a existência da mensagem de atendimento (ANM), sendo as mensagens de sinalização enviadas “para frente”, isto é, do PTS para a central Nível 2, irrelevantes. Também são desconsideradas as mensagens que produzem a desconexão da chamada após o término da conversação, como o Rel#16 (desconexão normal) e o RLC (release complete – desconexão completada).

Por sua vez, as chamadas que encontram o terminal de destino ocupado, com defeito, inexistente, ou mesmo que enfrentam congestionamento na rede, são indicadas através das mensagens de “Desconexão de Chamada” (REL), sendo que cada release possui um indicativo da causa da desconexão, por exemplo, causa 17 (REL#17) indica o terminal ocupado.

Com estes dados, caracterizam-se os seguintes valores:

Total de Chamadas terminadas na central: é o total de mensagens “ACM” mais o total de mensagens “REL”, ou seja, o total de chamadas que chegaram ao terminal de destino mais o total de chamadas perdidas.

Total de Chamadas completadas: equivale ao total de chamadas ANM, ou seja, aos atendimentos no terminal de destino.

Total de Chamadas “Não Responde”: é calculado subtraindo-se a quantidade de mensagens ANM da quantidade de mensagens ACM, ou seja, daquelas chamadas que chegaram ao terminal de destino, mas que não receberam o sinal de atendimento.

Total de Chamadas Perdidas por “Linha Ocupada”, “Congestionamento”, etc.: equivalem às quantidades de mensagens “REL”, com as suas respectivas causas que indicam cada evento na rede. Alguns eventos podem ter associados dois ou mais Releases.

As trocas de sinalização entre o PTS e a central Nível 2 compreendem as indicações de congestionamento ou falha na chamada.  Estas indicações sempre dizem respeito a eventos na central Nível 2 ou na rede de telecomunicações que se encontra abaixo desta, pois uma vez que a mensagem de sinalização para trás (release) é gerada a partir da central Nível 2, a chamada efetivamente chegou a esta central e o insucesso ocorreu a partir deste ponto.

Simulando uma ligação telefônica, onde segue a troca de mensagens de uma chamada em que o resultado final é o assinante B ocupado. Inicialmente, o assinante A retira o telefone do gancho, iniciando a discagem e enviando para a rede de telefonia o CSP, a ANUF e o número completo de B. Estas informações são encapsuladas em octetos, formando a mensagem IAM que envia diversas outras informações para a central de destino. A central de destino por sua vez, envia a mensagem de endereço completo, ou seja, esta central informa a central de origem que recebeu todas as informações que necessitava para destinar a ligação para o assinante B. À central de origem do assinante B encaminha a chamada e recebe o retorno elétrico de linha em curto circuito. A central de destino interpreta este estado e envia para trás a mensagem REL que significa uma solicitação de liberação da chamada com uma informação em binário que corresponde que neste caso o assinante encontra-se momentaneamente em outra ligação. A central de origem do assinante A identifica este estado e envia para a central de destino a mensagem RLC de confirmação de liberação de chamada.

Tabela 1 – Associação entre os Releases ISUP e os eventos de telefonia

Binário

Decimal

Tradução

Referência

0000000

0

CO

Falha de chamada

0000001

1

OU

número não atribuído

0000010

2

CO

sem rota para uma rede especifica

0000011

3

OU

sem rota para o destino

0000100

4

OU

enviar tom de informação especial

0000101

5

OU

prefixo de tronco inválido

0010000

16

NR

desconexão normal de chamada

0010001

17

LO

usuario ocupado

0010010

18

NR

sem resposta do usuário

0010011

19

NR

sem atendimento do usuário

0010101

21

OU

chamada rejeitada

0010110

22

OU

numero mudado

0011011

27

OU

destino fora de serviço

0011100

28

OU

endereço incompleto

0011101

29

CO

facilidade rejeitada

0011111

31

OU

sem espcificação

0100010

34

CO

sem circuito diponivel

0100110

38

CO

rede fora de serviço

0101001

41

CO

falha temporária

0101010

42

CO

congestionamento equipamento de comutação

0101100

44

CO

canal solicitado não disponível

0101111

47

CO

sem espcificação

0110010

50

OU

facilidade não especificada

0110111

55

OU

chamadas entrantes barradas dentro do cug

0111001

57

OU

capacidade de transporte não autorizada

0111010

58

OU

capacidade de transporte não disponível

0111111

63

CO

sem espcificação

1000001

65

CO

capacidade de transporte não implementada

1000010

66

CO

Tipo de canal não implentado

1000110

70

OU

apenas capacidade de transporte digital disponível

1001111

79

OU

sem espcificação

1010111

87

OU

usuario chamada não membro de cug

1011000

88

CO

destino incompatível

1011011

91

OU

seleção de rede trânsito inválida

1011111

95

OU

sem espcificação

1100001

97

OU

tipo de mensagem não existente

1100011

99

OU

parâmetro não existente (descartado)

1100101

101

OU

parâmetro não existente (passado)

1101111

111

CO

sem espcificação

1111111

127

CO

interworking não especificado

Então, os congestionamentos e falhas indicados podem ser:

·         Congestionamento ou falha interna na central Nível 2;

·         Congestionamento de rota entre a central Nível 2 e a rede à frente;

·         Falha na troca de sinalização entre a central Nível 2 e a rede à frente;

·         Congestionamento interno ou falha da central autônoma ou estágio remoto abaixo da central Nível 2.

1.2      Intenção de Tráfego por CSP

A intenção de tráfego por CSP é feita diretamente pela coleta de dados extraídos na mensagem IAM. Esta mensagem de endereço inicial fornece o número completo do assinante de origem e de destino da chamada, imprescindível para o desenvolvimento do proposto trabalho, além de fornecer diversas outras informações como pontos de origem e destino das centrais, natureza da chamada, protocolo de compactação utilizado e etc. No apêndice B, um exemplo de mensagem IAM, utilizado na coleta de intenção de tráfego e em destaque os campos que foram utilizados para a realização do programa em PHP.

Dentre os diversos CSP’s programados nas operadoras de telefonia do estado do Rio Grande do Sul, foram monitorados apenas os CSP’s que apresentam maior interesse de tráfego e por conseqüente maior ameaça comercial e financeira para a operadora OI. O quadro da tabela abaixo ilustra os CSP’s com as suas relativas empresas e em destaque os CSP’s programados para coleta no Access7 e compilação para o proposto programa.

Tabela 2 – CSP’s válidos no Rio Grande do Sul

CSP

OPERADORA

TIPO

TRÁFEGO ORIGINADO

TRÁFEGO TERMINADO

12

CTBC

LDN/LDI

Todas Áreas

Todas Áreas

14

BrT

LDN/LDI

Todas Áreas

Todas Áreas

15

TELEFONICA

LDN/LDI

Todas Áreas

Todas Áreas

17

TRANSIT

LDN/LDI

Todas Áreas

Todas Áreas

21

EMBRATEL

LDN/LDI

Todas Áreas

Todas Áreas

23

INTELIG

LDN/LDI

Todas Áreas

Todas Áreas

25

GVT

LDN/LDI

Todas Áreas

Todas Áreas

26

IDT

LDN/LDI

Somente Áreas Locais PAE, PLT, RGR, BGV, CSL, PAS, SMA

Não

31

TELEMAR

LDN/LDI

Todas Áreas

Todas Áreas

39

TMAIS

LDN/LDI

Somente Área Local LJO

Somente Área Local LJO

41

TIM

LDN/LDI

Todas Áreas

Todas Áreas

43

SERCOMTEL

LDN/LDI

Nenhuma Área

Todas Áreas

51

51 BRASIL

LDN/LDI

Somente Área Local PAE

Somente Área Local PAE

81

SERMATEL

LDN/LDI

Todas Áreas

Não

Caso seja identificado um crescente interesse de tráfego por algum outro CSP, monitoração esta feita mensalmente por meio de relatórios extraídos mensalmente do MXDR, equipamento responsável pelo processamento de bilhetagem, o mesmo pode ser inserido no programa online de monitoração de tráfego pelo Access7. Para isto, basta incluir a monitoração do CSP pretendido na função DSTD do Access7 e a linha referente a este CSP no programa em PHP (igual a dos outros CSP’s), incluindo na tabela da base de dados mySQL a correlação com o número do CSP.

A inclusão ou exclusão de um CSP no programa em PHP é feito de forma simples e rápida, não necessitando de nenhum processo ou programação “pesada” para a monitoração da intenção de tráfego por CSP.

O apêndice B ilustra a mensagem IAM do protocolo ISUP, onde ocorre o encapsulamento dos números de origem e destino de chamada.

1.2      Desenvolvimento do Programa em PHP

O programa foi desenvolvido com o uso do software EasyPHP 2.0.0.0, que utiliza o servidor local Web Apache para alocar a página do supervisório desenvolvida através da linguagem PHP e auxiliada pelo banco de dados mySQL. A criação de script do lado servidor da Web cuida principalmente da conexão de sites da Web aos servidores back-end, como o banco de dados mySQL. Isso permite dois modos de comunicação:

·         Servidor para cliente: páginas da Web podem ser montadas a partir da saída do servidor de back-end.

·         Cliente para servidor: informações inseridas pelo cliente podem ser influenciadas.

Utilizando-se do editor de programa Dreamweaver, foi criado três principais arquivos de programas que se conectam entre eles e com outros pequenos arquivos de programas auxiliares e com o banco de dados mySQL. A divisão das tarefas em programas separados é importante para reduzir a quantidade de memória do computador solicitada pelo programa, tornando todo o processo de carregamento da página e compilação mais veloz.

Nestes arquivos, foram usados vários tipos de comandos de execução na linguagem PHP, dentro os principais se encontram citados abaixo:

·         Closedir: Fecha o caminho para o diretório;

·         Count: Conta o número de elementos de uma variável;

·         Echo: Exibe uma ou mais strings;

·         Else: Comando precedido do comando IF. Caso o resultado da expressão seja falsa, então o fluxo entra no else e executa outras comandos;

·         Elseif: Comando precedido do comando IF. Caso uma expressão seja falsa, pode-se comparar antes de entrar nos comandos else.

·         For: Avalia incondicionalmente a expressão inicial uma vez. Se a verificação de término for verdadeira, avalia a instrução e realiza a expressão de término de loop e repete estes loop até que a verificação de término se torne falsa;

·         Include: Função que pode ser usada em qualquer situação de inclusão de arquivos para o script em php;

·         If: Avalia a condição, se for verdadeiro executa a instrução 1, se for falsa executa a instrução 2;

·         Print: Mostra uma string.

·         Fclose: Fecha um ponteiro de arquivo aberto.

·         Switch: Avalia a expressão e compara o seu valor ao valor em cada cláusula case;

·         While : É um loop que avalia a expressão condição como um booleano, ou seja, se verdadeira for a instução: executa e inicia novamente e se for falsa: o loop é encerrado;

A validação do presente trabalho foi executada manualmente, através da contagem quantitativa de chamadas  e do comparativo do resultado do relatório de completamento de chamadas medido através da bilhetagem de tarifação. Os relatórios emitidos através da bilhetagem apenas é disponibilizado após um período de duas horas do tempo real de monitoração.

Para a contagem manual, foi coletada cem amostras de chamadas de dados “brutos” de sinalização e manualmente foram contadas as chamadas destinadas aos CSP’s 14, 21, 23 e 25 e os valores absolutos de chamadas OK, NR, LO e CO.

Na validação através do relatório emitido pela bilhetagem, é utilizado o software do processador de bilhetagem MXDR. Neste relatório, pode-se verificar o indicativo percentual de completamento de chamadas da filial da OI do Estado do Rio Grande do Sul. Este relatório é referente a todas as origens desta empresa, não importanto o destino das chamadas.

Como o percentual do completamento de chamadas com as centrais operando sem anormalidade pouco difere no decorrer do dia, pode-se tomar como o base o completamento de chamadas para todas as origens e referenciá-las ao completamento dos principais CSP’s da região disposto neste projeto. A figura 3.1 ilustra o completamento de chamada da filial do Rio Grande do Sul no dia 26/11/2009 das 10:05 às 11:05, lembrando que a solicitação deste relatótio foi às 13:05 do mesmo dia (02:00 de defasagem).

A programação da correlação entre as mensagens do protocolo ISUP e a marcação do indicador de completamento de chamada é feito pela central telefônica. Por tanto, o relatório acima depende da correta programação das centrais telefônicas dentro da sua ANUF . Diferentemente, o relatório emitido pelo Supervisório por Canal Comum é comum a todas as centrais telefônicas.

Os indicadores OU5, OU7 e OU8, no Supervisório por Canal Comum  foram analisados como chamadas NR,  pois não são mais controlados pela Anatel.

A tabela 3, mostra a comparação entre os dois relatório.

Tabela 3 – Comparativa entre Relatórios

Comparativo entre os Relatórios do MXDR e de Canal Comum

 

OK

CO

LO

NR

OU

Total

Relatório MXDR (ANUF 54)

65,0%

1,0%

15,5%

17,0%

1,5%

100,0%

Relatório por Canal Comum (CSL-D)

59,4%

3,4%

9,8%

26,6%

0,8%

100,0%

                               

Levando em consideração que o relatório do MXDR corresponde a toda ANUF 54, sendo assim computadas as centrais CSL-D, IMI-D, BGV-D, PAS-D e ERE-D e os possíveis erros de programação destas centrais, os números comparativos condizem com a realidade do completamento de chamadas desta operadora.

O único relatório existente na empresa de Intensão de Tráfego por CSP é emitido mensal e leva em consideração o tráfego por Estado. Este relatório está muito distante do proposto trabalho que é a emissão do relatório dentro de um período de cinco minutos e por central N2.

Como a facilidade e a confiabilidade de contarmos manualmente o Interesse de Tráfego por CSP a partir dos dados brutos de sinalização, pode-se afirmar que o relatório emitido pelo Supervisório ilustrado na figura 3é de grande confiabilidade.

Na rotina do trabalho de uma operadora, o analisador de protocolo de canal comum é utilizado em atividades de solução de defeitos de reclamação de clientes que não conseguem completar ligações para um determinado destino e de monitoração da capacidade dos links de sinalização em relação ao tráfego passante nos links das centrais N1 ou N2 em direção ao PTS.

Este trabalho foi aquém dos programas disponibilizados pelo fabricante Agilent em sua plataforma de analisador de protocolos e aproveitou a riqueza de informações contidas nas trocas de sinalizações entre centrais. Utilizando da poderosa linguagem de programação PHP que cuja interface com a WEB torna flexível o acesso ao programa em qualquer lugar do planeta, foi desenvolvido e implementado o Supervisório de Intenção de Tráfego dos CSP’s mais utilizados na telefonia da região Sul, bem como a monitoração do completamento de chamadas destes CSP’s dentro de um delay aproximado de cinco minutos. Desta forma, fez-se necessário um estudo de fundamentos teóricos sobre os assuntos relacionados ao objetivo proposto, bem como o desenvolvimento de habilidades para a implementação do supervisório mencionado. Assim, para alcançar a meta estabelecida foram elencados os objetivos específicos que seguem:

1.      Realizar e apresentar um estudo sobre a Rede de Telefonia e suas características: centrais exclusivas para a sinalização com a função PTS, centrais de nível 1, 2 e 3 e todos os tipos de sinalização de linha e de registro, enfatizado na sinalização de canal comum.

2.      Realizar e apresentar um estudo sobre os protocolos TUP e ISUP e a integração das plataformas do analisador de protocolo Access#7 na planta de telefonia.

3.      Apresentar um estudo sobre os códigos de falha da rede de telefonia e como as mensagens utilizadas nos projeto indicarão a intenção de tráfego e as taxas completamento de chamadas: “OK”, “LO”, “NR” e “CO”.

4.      Implementar um software em PHP capaz de ler as informações brutas da sinalização de canal comum, compilar as mensagens relevantes e exportar ao banco de dados mySQL, importando deste mesmo banco de dados para a página, informações das mensagens ISUP que apontam a intenção de tráfego dos CSP’s 14, 21, 23 e 25 e o percentual do desempenho de completamento de chamadas (CO, NR, LO e OK), de cada CSP em forma gráfica.

5.      Apresentar o método de teste e validação da funcionalidade do supervisório, bem como os resultados obtidos.

Vencidas as etapas acima e verificando a eficácia do algoritmo implementado que torna este Supervisório uma importante ferramenta para alcançar os propósitos de lucratividade da empresa, integridade da planta de telefonia e de melhor desempenho operacional no completamento de chamada pelos motivos que seguem abaixo:

·         Concorrência entre empresas: após a privatização das telecomunicações, a concorrência visando preço e qualidade está cada vez mais acirrada. Desta forma, tornam-se necessárias novas ferramentas de supervisão de rede para que a operadora possa obter das centrais telefônicas o melhor desempenho com o menor custo possível de obras de melhorias e ampliação de equipamentos;

·         Indicadores Anatel: as empresas privatizadas do antigo Sistema Telebrás têm obrigações contratuais de manter os indicadores de completamento de chamada dentro dos índices estipulados pela Anatel sob pena de severas multas;

·          Velocidade na intervenção técnica de correção: através da monitoração da sinalização das centrais, pode-se verificar qualquer comportamento estranho, seja por erro de programação, queda dos meios de transmissão ou outros problemas que venham a ocorrer e que necessite uma rápida intervenção técnica;

·         Integridade da planta de telefonia: o projeto contempla a análise do desempenho dos CSP’s mais utilizados na rede de telefonia, podendo externar alarmes, emitir bilhetes de anormalidades para os técnicos de manutenção da planta quando as taxas de completamento de chamada se mostrar abaixo da meta estabelecida pela operadora;

·         Congestionamento de rotas: através da monitoração da taxa de congestionamento (CO), pode-se verificar a necessidade de ampliação de voz para um determinado destino.

O Supervisório desenvolvido atendeu todos os requisitos acima, podendo receber adições de muitas outras monitorações de intenções de tráfego como portabilidade, chamadas para clientes DDR, tráfego internacional e etc. O projeto também deixa um legado de base técnica para o desenvolvimento de Supervisórios com outros protocolos que estão em implantação ou que estarão em desenvolvimento dentro da área de telefonia.


ROBERSON LUIS LANGONE MENGATTO
Engenheiro em Eletrônica, Técnico em Telecomunicações  / RS - CAXIAS DO SUL

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